Os dois principais terminais de acesso à Joinville vivem situações paradoxais. A Estação Rodoviária, com movimento estável, senão crescente, mostra sinais de decadência e deterioração.
Passam pelo terminal cerca de 850 mil pessoas por ano, algo como 70 mil embarques e desembarques por mês. Inaugurado em 1975, foi revitalizado há quase 18 anos. De lá pra cá, pouco foi feito e a estrutura precisa de manutenção, com urgência.
Sabe-se que os recursos da Prefeitura são escassos, mas há alternativas, através do Ipreville, de concessão ou mesmo de uma PPP – Parceria Público-Privada.
De outro lado (literalmente), ao final de uma Avenida Santos Dumont praticamente duplicada, está o Aeroporto Lauro Henrique Carneiro de Loyola. Reinaugurado há poucos anos, o terminal está relativamente novo, moderno e bem equipado, com estrutura que garante muito mais confiabilidade e segurança para pousos e decolagens.
Mesmo assim, nosso aeroporto vem contabilizando redução de passageiros nos últimos dois anos, ficando entre 450 e 500 mil pessoas por ano. A proximidade de Navegantes e de Curitiba (São José dos Pinhais) faz com que uma parcela significativa dos passageiros escolha estes aeroportos para suas viagens domésticas e internacionais.
O aeroporto de Joinville vive um círculo vicioso que precisa ser revertido. Com pouca demanda, tem oferta reduzida de voos e preços mais altos. Em parceria com a Infraero, Prefeitura e várias entidades empresariais e do trade turístico, a ACIJ vem trabalhando para romper esse círculo e estabelecer um novo momento para o Aeroporto, que é fundamental para a cidade e para a região.