O Frei Tomás de Torquemada (1420- 1498), pai da inquisição espanhola, convenceu a rainha Isabel de Castela que grande parte dos cristãos novos não haviam se convertido de verdade e permaneciam secretamente judeus. Montou então o Tribunal da Inquisição do Santo Ofício e sob suas ordens cerca de 2 mil judeus morreram queimados.
Lembrei-me desse personagem porque hoje temos nosso torquemada: o PT. Esse partido criminoso conseguiu convencer seus eleitores de que sua gestão desastrosa, nomeando seus correligionários incompetentes para gerir os principais cargos deliberativos e executivos (também dos seus fundos de pensão) da Petrobras, BNDES etc, levando os a prejuízos bilionários, foi em prol dos pobres que “tiraram da miséria”.
O chefe dos criminosos, já condenado e considerado “ficha suja”, zomba dos juízes e diz que será candidato sim. Para isso o STJ concedeu-lhe um generoso salvo conduto, para que não fosse preso. E (de acordo com o jornalista Augusto Nunes) o ministro do STF ” Dias Toffoli, deixou claro que vai fazer o diabo no Supremo Tribunal Federal para impedir que Lula cumpra a pena a que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
No dia 27, o ministro presenteou o ex-senador Demóstenes Torres, afastado do Congresso por seu desempenho na quadrilha do delinquente Carlinhos Cachoeira, com uma liminar que permitirá ao vigarista goiano disputar algum cargo nas eleições deste ano”. Agora o advogado de Lula poderá pleitear o mesmo para seu cliente.
Como disse o jornalista J.R.Guzzo, “O STF atende de maneira oficial, assim, não apenas a Lula, mas aos interesses daquilo que poderia ser chamado de “Conselho Nacional da Ladroagem” – essa mistura de empreiteiras de obras públicas que roubam no preço, políticos ladrões, fornecedores corruptos das estatais e toda a manada de escroques que cerca o Tesouro Nacional dia e noite” . Os ministros do Supremo Tribunal Federal, entre outras manifestações de onipotência, deram a si próprios o poder de estabelecer que um cidadão, por ser do seu agrado político, tem direitos maiores e diferentes que os demais.
Mas tudo pode piorar. O próximo presidente do STF será um ministro que foi reprovado duas vezes seguidas no concurso público para juiz de direito. Quando teve de prestar uma prova destinada a medir seus conhecimentos de direito, o homem foi considerado incapaz de assinar uma sentença de despejo; daqui a mais um tempo vai presidir o mais alto tribunal de Justiça do Brasil.
O que dizer de um país com mais de 60 000 homicídios por ano, dos quais menos de 5% são investigados e punidos? E que os partidos esquerdistas (especialmente o PSOL) acham que libertando presos de nosso sistema prisional e acabando com a polícia o crime vai diminuir.
Com um Congresso Nacional onde quase metade dos parlamentares tem algum tipo de problema com a Justiça. Com uma Constituição que mais parece um tratado de assistência social, com 250 artigos (que regulam desde as taxas de juros até os transplantes de órgãos), 114 disposições constitucionais transitórias e 99 emendas, perdendo em extensão apenas para a da Índia.
Com um sistema tributário onde os 218 artigos originais ganharam ramificações que se alastraram na forma de 272.435 novos artigos, 634.774 parágrafos e mais de dois milhões de incisos, tudo pairando sobre o cotidiano tributário e que em 27 anos, foram editadas 320 mil normas tributárias, em uma média de 31 por dia, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
Sistema que faz com que uma empresa de bens e consumo, que na Europa precisa preencher uma planilha de 50 linhas para recolher tributos, tenha que usar um programa no Brasil com 20 mil linhas (como a empresa Coty que tem 50 funcionários para lidar com a sua tributação em mais de 100 países; 30 deles estão no Brasil).
É bom lembrar que desde 1988, ano da promulgação da Constituição Federal, foram feitas 15 micro reformas tributárias. Como resultado prático foram criados mais de 90 impostos diferentes.
Cada vez mais me convenço de que realmente a saída para o Brasil é o aeroporto.