Emanuel Medeiros Vieira, poeta e escritor florianopolitano, foi indicado para o Nobel de Literatura. Emanuel foi preso durante o regime militar, obteve formação universitária em Porto Alegre, trabalhou em Brasília e reside atualmente em Salvador. Ele foi indicado pela International Writers and Artists Association. A entidade, com sede em Ohio, nos EUA, tem atribuições de indicar e votar para o prêmio.
Emanuel nunca renegou sua fé nas bandeiras e pensamento de esquerda, mas como tantos outros intelectuais tornou-se crítico do PT e de seu patrimonialismo criminoso. Recentemente, ele escreveu texto, publicado por Cacau Menezes, no Diário Catarinense.:
“A chamada ‘esquerda’ nos governos Lula e Dilma nunca foi ‘esquerda’, mas um arremedo da mesma. É preciso ficar bem claro que a ênfase no combate à impunidade não reflete uma perseguição aos que lutam contra a desigualdade. O combate à corrupção, não é assunto ‘pequeno-burguês’ ou ‘udenismo tardio’, como muitos acham. E nos combatem porque leem pouco ou nada, e acreditam que ‘mudamos de lado’. Se eles mudaram de lado, não podem nos obrigar a fazer o mesmo. Não fomos nós que nos aliamos ao rebotalho da classe política brasileira – Jucá, Lobão, Sarney, Collor, Renan e tantos outros. O sonho desta geração de que faço parte era a vitória de uma justiça plena, fim da desigualdade e não a pirataria, o saque aos cofres do Estado enquanto tantos morriam à míngua.”.