As seguidas reportagens sobre a situação das pessoas que entraram com ações na justiça para tentar diminuir os valores dos imóveis, mostraram a decepção de centenas de famílias. Foram surpreendidas pelos processos que já haviam sido julgados em primeira instância e até mesmo em segunda instância. Correram o risco de perder os imóveis, isto quando não foram despejados. Pior que nem sabiam da situação de seus respectivos processos na justiça.
Mas, o que relatar daquelas pessoas que evitaram de entrar com os processos na justiça. E se entraram, logo retiraram as petições. Então, em contato com moradores dos bairros Vila Nova, Itinga e Jardim Edilene, surge o surpreendente número de 200 famílias que alertadas com as seguidas reportagens, evitaram de entrar com ações contra as imobiliárias.
Isto ocorreu principalmente pelas publicações do Jornal Cidade. A mesma situação foi observada no Jardim Edilene. Lucas Silva, morador há 10 anos, destacou que sua família pensava numa ação contra a imobiliária. Porém, depois de ler as reportagens, pediu a sua mãe que não levasse adiante o caso. Com esforço, a sua família conseguiu pagar as prestações em atraso, e hoje moram com tranqüilidade em sua casa. Ele acredita que nos contatos realizados no bairro, mais de 60 famílias evitaram de entrar na justiça.
E no bairro Itinga o alcance calculado é de 90 famílias, principalmente depois do mutirão de negociação que ocorreu no mês passado no bairro que fica na divisa entre Joinville e Araquari. Desta forma, o alcance tem sido satisfatório, em que vale a negociação.