Brasília - O novo presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paulo Rabello de Castro, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil)

A frase acima é do pré-candidato a presidente do Brasil, Paulo Rabello de Castro, do PSC. Ele esteve em Joinville proferindo palestra sobre a economia atual e a conjuntura política. Em entrevista para o Jornal da Cidade, Rabello mostrou seu conhecimento econômico, já que é MA e PhD pela Universidade de Chicago, ex-presidente do BNDES e IBGE, além de outros cargos. Confira:

JC – Qual é a real solução econômica para o Brasil?
Dr. Paulo – O Brasil precisa de transformação, não de ajustes. Infelizmente o governo federal tem uma visão de contabilidade, e não de crescimento. As contas não fecham e surgem os velhos conhecidos ajustes. O governo é que tem custos altos para suportar a sua estrutura, e acaba adoecendo o país.

JC – Mas como resolver essa questão que já vem de décadas?
Dr. Paulo – Temos que ter uma aglutinação das contribuições tributárias. O governo hoje demanda sem produzir. Então, com essa aglutinação teremos um ótimo resultado no final de quatro anos com a junção de seis impostos em apenas um.

JC – E como colocar em prática tais projetos?
Dr. Paulo – Tem que haver planos. Ora, o candidato que não tiver planos concretos que nem se habilite então a governar o Brasil. É estranho que muita gente que ganha a eleição chega na hora de assumir e fala que vai estudar a previdência ou a economia. Você não pode fazer isso. Você tem que se candidatar com um plano e quando ganhar e assumir, colocar em prática. Eu chamo de “Projeto de Nação”. O primeiro passo é a convocação do Congresso Nacional para votar a revisão da emenda constitucional, ou seja, mudar certos pontos que travam o avanço econômico no país. O segundo passo é atingir as metas quantitativas. Se no meu programa de governo defendo que tenho que oferecer um milhão de vagas de ensino, inclusive, com remuneração, terei que atingir a meta. Ao todo são 20 metas, em que somente um presidente até hoje estabeleceu publicamente, que foi Juscelino Kubitschek.

JC – Dentro desta reforma, qual a mais forte?
Dr. Paulo – É a reforma tributária. O curioso é que essa reforma já existe e está em cima da mesa do presidente. Só que por interesses pessoais não é colocada em votação. Daí o país fica da forma que se encontra: sem soluções.

JC – E como analisa as chances do PSC no cenário nacional?
Dr. Paulo – Não temos vícios políticos. Nosso partido não é de aluguel, pois visa a economia, o social e principalmente a família. Em Santa Catarina, temos bons nomes para a disputa estadual, como o vereador Jaime Evaristo para deputado federal. E assim segue, em que o PSC certamente fará a diferença nessa eleição. O eleitor quer qualidade, não quer pessoas ligadas a investigações e condenações.