Em 2017, Santa Catarina foi um dos 24 estados brasileiros que gastou mais da metade da arrecadação com o pagamento de servidores públicos na ativa, aposentados e pensionistas, segundo dados fornecidos pelos governos estaduais e disponibilizados recentemente pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Somente três unidades da federação (Distrito Federal, Goiás e Sergipe) desembolsaram menos que 50% da receita líquida com esses servidores no ano passado. A situação nos municípios não é diferente. Esse modelo é perverso e está falido. A população é extorquida por tributos escorchantes, não em troca de bons serviços, mas para alimentar uma parcela parasitária de pessoas que são mais cidadãos que os outros.
Em qualquer lugar no mundo, inclusive no Brasil de quem produz, quem paga a conta em um banquete tem o lugar de honra na mesa. Mas quando se trata de governo, quem paga conta não tem lugar à mesa e come as poucas migalhas que sobram do festim do aparato público. O que temos são estruturas federais, estaduais e municipais paquidérmicas, e população desassistida. A arrecadação sobe continuamente, cada vez mais, com a única finalidade de pagar salários. Até quando?