Na coluna do Rodrigo Constantino leio que a seis meses das eleições, o Facebook anunciou que iniciará brevemente, no Brasil, um programa de verificação de notícias em parceria com as agências de checagem Lupa e Aos Fatos.
Segundo a plataforma, os dois serviços (juntamente com a agência Pública-Truco), ligados à International Fact-Checking Network (IFCN), rede de checadores organizada pelo instituto Poynter (EUA), terão acesso às notícias denunciadas como falsas pelos usuários.
O Poynter Institute é financiado basicamente por duas grandes fundações “filantrópicas”: a Omidyar Network, de Pierre Omidyar, idealizador do eBay, e a Open Society, do megainvestidor George Soros. Em junho de 2017, as duas juntas doaram um total de 1,3 milhões de dólares ao Poynter, com o fim específico e declarado de incrementar as ações da Rede Internacional de Fact-Checking.
Aquelas que as agências confirmarem como falsas “terão sua distribuição orgânica reduzida de forma significativa”, não podendo mais ser impulsionadas, diz o Facebook.
E “páginas que repetidamente compartilharem notícias falsas terão todo o seu alcance diminuído”, não podendo mais comprar anúncio para aumentar suas audiências.
A Agência Pública e outros sites de notícias organizaram um evento no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 12 de novembro, que teve a participação de dois executivos das principais corporações de mídia do planeta: Cláudia Gurfinkel, do Facebook, e Marco Túlio, do Google News Lab (que aparentemente patrocinou o encontro).
A executiva do Facebook não mediu palavras. Ela confessou que a empresa está mesmo censurando páginas, e por motivos tão subjetivos como “baixa qualidade” e “quantidade enorme de anúncios”.
Ela não parece ligar muito para a contradição entre o gosto do público, que escolhe acessar determinada página, e o critério de qualidade de um executivo do Facebook.
Em todos os 36 censores pertencentes a essas agências brasileiras levantados não há absolutamente nenhum de direita, centro e nem mesmo esquerda moderada (por exemplo, eleitores do PSDB). A Agência Pública, a maior das agências de “checagem”, possui 24 pessoas – incluindo 8 conselheiros -, dos quais 20 são de extrema esquerda, sendo 2 indefinidos e outros 2 de esquerda genérica (padrão dos eleitores da Rede).
A Agência Aos Fatos se divide em 50% de extrema esquerda e 50% de esquerda. Já a Agência Lupa traz um detalhe interessante: a maior parte de seus participantes esconde seus perfis e não divulga suas informações publicamente, muito provavelmente para evitarem o risco de terem seu partidarismo descoberto, como nas demais. Das 6 pessoas levantadas, 1 é facilmente identificada como de extrema esquerda. Já 2 são classificadas como de esquerda. Por outro lado, 3 são indefinidas.
Eis como funciona, na prática, o ciclo de censura à direita: O Facebook implementa regras propositalmente vagas sobre “censura a conteúdo”; a empresa contrata preferencialmente pessoas de extrema esquerda ou faz parcerias com essas organizações; os “jornalistas” fazem textos contínuos denunciando as “fake news” ou “crimes de ódio” que, segundo eles, teriam sido cometidos por direitistas; o Facebook utiliza esse material como pretexto para censura.
Toda vez que um usuário questiona a Agência Lupa em sua publicação sobre a nova política do Facebook, recebia a mesma resposta padrão:
“Oi, Fulano. Você teve a oportunidade de ler o conteúdo completo no nosso site? Lá explicamos detalhadamente como irá funcionar. A parceria não levará à censura de conteúdos. Os posts que receberem etiqueta negativa não serão removidos do Facebook. Apenas terão sua distribuição orgânica reduzida de forma significativa. Tragam meu Diazepan…
Quem define o que é “crime de ódio”, “Fake News”, racismo, homofobia etc? São os “iluminados” dessas agências, todos com viés esquerdista. Parece o “Ministério da Verdade” de 1984, de George Orwell, um esquema estalinista abominável. Oremos ao Senhor.