Greve, mais uma vez, se posicionaram os caminhoneiros. De tempos em tempos isso se repete, e quem perde é o Brasil todo, não só eles. Um trabalho silencioso, esse do caminhoneiro. Pouco se pensa sobre a importância que tem para toda uma economia, a nossa economia. Sobre o valor que tem. E o motivo da tal greve? A alta nos combustíveis, claro… Mas isso não é novidade, visto que a gasolina sofreu seis aumentos, do meio do mês pra cá. Como aparente “resolução” do problema o governo decidiu diminuir impostos sobre combustíveis, para baixar os preços, e compensar isso com reoneração em folha de pagamento em determinados setores, ou seja, impostos pagos sobre funcionários. Dito isso, podemos concluir algumas coisas:
1.É preciso fazer grave, criar bagunça, fazer barulho para ser ouvido por aqui. Enquanto em silêncio, tudo bem ser explorado. Essa é a consciência (ou falta dela) desse nosso governo, desse nosso país.
2.De forma inesperada e até inovadora, o governo decidiu jogar essa conta nas costas só dos empresários, não dos trabalhadores comuns.
3.Tratando-se de preço nos combustíveis, existe sim o fator “dólar”, que influencia altas e baixas. Mas será mesmo que seria necessário todo esse malabarismo? Será realmente que um dos países em que mais se paga imposto no mundo, que com tal carga tributária poderia garantir saúde, educação e infraestrutura de primeiro mundo (algo que está longe da realidade), não teria capacidade econômica de controlar a situação sem ter que descontar de alguém, DE NOVO? Tirar de um lugar pra tapar buraco em outro. A situação só demonstra mais uma vez a incapacidade administrativa e, principalmente, o tamanho do rombo que a nossa corrupção sustenta.
E sim, esse discurso de condenação aos abusos morais desse Brasil pode até já estar cansado. Mas não, não é uma questão de sempre procurar motivo pra reclamar do governo, de nós, povo. É que os motivos simplesmente aparecem. Taí. Vê até quem não quer… E agora mesmo é que ninguém vai ver, a gasolina vai baixar, afinal (que bom!). Deixemos a revolta pra mais tarde…