Até o fechamento desta edição, possivelmente ainda não teremos um final sobre esta verdadeira novela dramática que se formou no Brasil: a greve dos caminhoneiros no país. Falta de combustível que começa a ser normalizado, mas ainda faltam outros produtos, como alimentos e acessórios dos mais diversos no mercado brasileiro. Mas, fica uma pergunta no ar: quem são eles? O Jornal da Cidade esteve na concentração dos caminhoneiros no Posto Sinuelo, na BR 280, onde se constatou uma nacionalidade como nunca vista antes, através de uma bandeira do Brasil guindada a uma altura de uns 20 metros. Não havia bandeiras ou emblemas de partidos políticos, sindicatos ou organizações. A reportagen constatou centenas de caminhões estacionados, e havia até então, um bloqueio simples da rodovia que pedia penas como “pedágio” que se buzinasse em apoio ao movimento. Nas barracas, dezenas de pessoas repartiam o pão. Sim, literalmente dependendo de doações, com café, pão, almoço, a janta e o lanche. Tudo em nome da baixa dos combustíveis e, consequentemente, de acabar com a corrupção no Brasil. Grupos formados por famílias, pessoas simples dos próprios caminhoneiros e da comunidade que ali prestava apoio.
Osael Batista era um dos coordenadores e na sua entrevista destacava que alia estava para que a classe dos caminhoneiros conseguisse apenas a baixa do valor dos combustíveis, bem como, de assegurar outros direitos. “Não temos bandeira política, nem sindicato. Somos apenas brasileiros. Queremos um país melhor e nada mais”, comentou.
Miguel Santos, caminhoneiro há 23 anos, lembrou que o movimento nasceu depois de mais um aumento no valor dos combustíveis. “Chegou ao limite, e ninguém está aqui para fazer algo errado. Queremos apenas o que todo brasileiro deseja: uma vida melhor”, frisou.
O mais impressionante foi o apoio da comunidade. Dona Jurema Cruz estava lá, levando água e comida. “Eles são meus heróis. Sei que vai faltar combustível, comida e até medicamentos, mas se não dermos apoio e transformar o Brasil, quando o faremos?”.
Enfim, conforme foi descrito acima, se espera um final feliz para este verdadeiro fato histórico. A verdade é que, pelo menos, no movimento visitado pela nossa reportagem, encontramos verdadeiros “Heróis da Resistência”.