Uma das falácias mais comuns entre os esquerdistas é justificarem o sucesso dos países escandinavos com o argumento de que seriam devido ao fato de serem socialistas.

18As expropriações,  aumentos enormes de impostos,  apropriação de poupança e a subordinação do crescimento ao controle político estatal são o que os esquerdistas defendem.  Tudo o que aconteceu na Venezuela,  elogiada pelos membros do PSOL,  PC do B etc.  no Brasil e  Bernie Sanders e Chomsky nos EUA.  Pelo menos até que entre em colapso quando aí apelam para a falácia do “modelo Nórdico”.

O que eles desconhecem é que os países nórdicos são  líderes no índex de Liberdade Econômica (Heritage) e na facilidade de se fazerem negócios de acordo com o World Bank.

A propriedade privada é garantida por lei e a poupança dos cidadãos é totalmente privada e livre de controle governamental..  Estão progressivamente diminuindo a carga fiscal e,  até antes da redução tributária nos EUA pelo governo Trump,  tinham menores taxações sobre as empresas do que os EUA.  São líderes em bancos privados,  que financiam  80 por cento da atividade econômica.  São líderes também na atração de capital,  garantindo segurança legal e investimentos privados.  O ensino e o sistema de saúde tem esquemas de co-pagamento e/ou por vouchers para escolas privadas e são também  líderes na privatização de estatais ineficientes.

Enquanto o setor privado financia das pesquisas e desenvolvimento,  o estado aplica normas de gerenciamento adotadas nas empresas privadas para gerir o setor público  Seu mercado de trabalho é um dos mais flexíveis do mundo.  Recomendo a leitura do livro “Scandinavian Unexceptionalism” de Nima Sanandaji para melhor compreender o assunto.

É comum a confusão dos esquerdistas em entender o sistema de welfare que ainda contempla os seus cidadãos, mas que tem muito a ver com o tamanho pequeno de suas populações e à honestidade com que as coisas públicas são tratadas por lá.  Um político seria vilificado se fosse visto andando de limusine ou desfrutando de mordomias como temos aqui no Brasil.

 O capitalismo não pode prosperar em um esquema do tipo “capitalismo de compadres”  como sempre vigorou no Brasil,  onde políticos se aproximam de empresários amigos para favorecê-los com dinheiro público impedindo a livre-concorrência (o chamado rent-seeking).  Como bem explicou Leandro Narloch:  “O rent-seeking tem várias formas: transferências ocultas ou abertas de subsídios do governo, leis que tornam o mercado menos competitivo, leniência com as leis de proteção da competição, e regras que permitem às corporações tirar vantagem dos outros ou transferir custos para a sociedade”.

A América Latina é rica em privilégio a grandes empresas.  Um dos exemplos mais bem-acabados é o da Braskem, a maior petroquímica brasileira. A Braskem é a única fabricante nacional de diversas resinas plásticas usadas na fabricação de brinquedos, embalagens, cadeiras de plástico, carpetes, seringas, peças de carros e eletrodomésticos, tubos, canos — enfim, de quase tudo. Na média mundial, o imposto de importação de resinas é de 7%. No Brasil, era de 14%, mas em 2012 a presidente Dilma elevou a taxa para 20%.

“A iniciativa beneficiará somente um monopólio instalado no país, o da Braskem, prejudicando toda uma cadeia produtiva e, o que é mais grave, os consumidores pagarão a conta”, escreveu José Ricardo Roriz Coelho, então presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico.

Com os concorrentes estrangeiros fora do páreo, a Braskem pôde cobrar mais pelas resinas que vendia a 12 mil fábricas brasileiras. Entre janeiro de 2013 e fevereiro de 2014, o aumento dos produtos da empresa foi de 27,6%. E quem controla a Braskem? A Odebrecht, empresa envolvida até a alma em escândalos de corrupção e propinas para o partido no poder.

Durante a operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Yousseff disseram que a Braskem pagava propina em troca de  maiores lucros em contratos com a Petrobras.   Só para lembrar,  o empresário Benjamim Steinbruch deixa a FIESP e pode ser o vice de Ciro Gomes.  Como disse Alexandre Borges:  “Ainda tem gente que confunde empresário com defensor do livre-mercado…”