Com a estação mais fria do ano já batendo a porta, estão em curso diversas campanhas de arrecadação de roupas, calçados, luvas, tocas, cobertores, etc. Sejam estas promovidas por igrejas, instituições de caridade, ou outras organizações e empresas, o que conta realmente é a finalidade que têm em comum: ajudar os tantos necessitados a se protegerem do inverno.

Parece algo tão automático, tão natural, acordar numa manhã gelada enleado em cobertas, tomar um banho quente, e vestir-se com casacos e jaquetas para espantar o frio. Nem paramos para pensar em quantas pessoas não têm um único moletom para se esquentar, um edredom para se cobrir, um teto sob o qual repousar. Não paramos para pensar no quanto deveríamos ser gratos por termos tudo isso, nem percebemos o quanto deixamos de fazer para demonstrar tal gratidão.

Gratidão, afinal, é um sentimento de várias faces, e pode ser expressada de diversas formas – uma delas, é estender o bem. Seja a uma única pessoa, já causa mudança. E nessas situações de extrema necessidade em especial, e também no restante de nossas vidas, deveríamos pensar mais no quanto um gesto pequeno vindo de cada um de nós, é capaz de mudar o mundo de alguém. Alguém que por vezes nem conhecemos, mas ainda assim um alguém. Um ser humano, com as mesmas necessidades que nós mesmos temos, porém não com as mesmas condições que (graças a Deus) possuímos.

A verdade é que não custa caro, nem dá trabalho, fazer o bem. Somos todos muito capazes de um gesto tão caloroso quanto ajudar o próximo. É uma questão de simples escolha… E se cada um de nós doar uma única peça de roupa neste inverno, todos os que carecem desse algo tão básico e precioso estarão a salvo. Procure uma campanha de doação próxima e haja com caridade, ou mesmo aquele vizinho que você sabe que precisa, o morador de rua que faz cama pelas redondezas. O frio dói, e a falta de compaixão mais ainda.