Um velho problema que continua sem uma solução aparente em Joinville: um local adequado para despejar os resíduos de construção civil, de corte de árvores e entulhos semelhantes. O caso tomou proporções fortes na terça-feira, quando mais de 100 caminhões caçambas se agruparam no pátio da Arena Joinville, e, depois seguiram para a Sama (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) e, depois para uma reunião com o prefeito Udo Dohler.  Segundo o presidente da Associação dos Caçambeiros de Joinville (Ajotre), Gilson Holz, estão envolvidas 123 empresas e mais de 500 caminhões do ramo, sendo que  a situação da classe é crítica. Ele lembra que no terceiro dia, a empresa particular que receberia os entulhos não tinha mais condições de trabalhar. Diante disto, há duas semanas que 500 caminhões estão parados, diante de 1.500 toneladas de entulhos diários que eram recolhidos na cidade. “Tivemos que realizar o movimento para chamar a atenção das autoridades. São trabalhadores que precisam sobreviver, ou seja, ter seu sustento. Hoje estão parados”, frisou.

Diante desta situação, segundo Gilson Holz, se pediu que até o dia 10 de julho seja viabilizada uma área para que sejam depositados os entulhos. “Haverá outra reunião com o Ministério Público para que seja firmado um ajuste de conduta. Na reunião tivemos a presença da Polícia Ambiental, Polícia Civil e Sama, a fim de que tudo seja acordado dentro da legalidade”, destacou.

PREFEITURA OUVE REIVINDICAÇÕES

Segundo a assessoria da Prefeitura de Joinville, as reivindicações da classe foram ouvidas e serão devidamente analisadas para tentar se encontrar uma solução para o problema.