Placebo é toda e qualquer substância sem propriedades farmacológicas, (como um comprimido de farinha ou uma terapia com cristais, ou procedimentos como benzimento ou cirurgia espírita), administrada a pessoas ou grupo de pessoas como se tivesse propriedades de cura ou tratamento. A palavra placebo vem do latim placere, que significa “agradar”. De fato, placebo já foi definido como qualquer medicamento ou tratamento dado ao paciente, mais com o intuito de agradar do que beneficiar. Efeito placebo é qualquer efeito positivo atribuído a uma pílula ou procedimento que não deriva diretamente da sua ação farmacológica ou das suas propriedades específicas. Qualquer tipo de tratamento pode agir como placebo, mas o efeito placebo é determinado pela resposta positiva do indivíduo a essa intervenção. O efeito placebo é muito observado em estudos científicos para verificar a eficácia de algum medicamento, como nos casos em que um grupo de pessoas recebe o medicamento teste e outro grupo recebe um comprimido de açúcar ou de farinha, sem qualquer propriedade farmacológica, e estes podem apresentar melhoras clínicas apenas por acreditarem que estavam tomando o remédio propriamente dito. O efeito placebo tornou-se um termo genérico para uma mudança positiva na saúde que não pode ser creditada a medicação ou tratamento. Essa mudança pode ser devida a muitas coisas, como redução do estresse ou condicionamento clássico .Sabemos que complexos circuitos neuronais que podem envolver nossas emoções, hormônios, neurotransmissores e memória originam esses efeitos. Embora o placebo não funcione para todas as doenças, ele pode funcionar para as doenças baseadas em sintomas, como dores de cabeça, síndrome do intestino irritável ou ansiedade. Tal condicionamento subliminar pode controlar a fisiologia, incluindo a liberação de hormônios e respostas imunológicas. Placebo não cura nada, apenas causa uma sensação de melhora momentânea e apenas relativa aos sintomas. Sentir-se melhor não é parâmetro de eficácia na doença. O SUS com insuficientes recursos para a saúde, passou a oferecer práticas integrativas que nada mais são do que efeito placebo, como argila misturada para feridas, imposição de mãos para promover trocas de energia, apiterapia (tratamento com abelhas), aromaterapia, florais de Bach, homeopatia, etc. Quem os procura, o faz por ignorância, por não ter outra alternativa, ou por estar em busca de algum conforto a mais no momento da doença . Há uma ausência total de base científica para tais métodos. É uma prática enganadora e antiética oferecida pelo nosso (des)governo.