Um ataque de pânico é uma sensação de medo ou de desconforto intenso, de início abrupto, acompanhado por sintomas físicos que atingem o pico em apenas alguns minutos. Os episódios podem surgir do nada, sendo o estresse, a genética e certos traços de personalidade suas causas. Eles podem ser tão desagradáveis e assustadores que muitos pessoas desenvolvem um medo intenso do próximo ataque. Um ataque de pânico pode acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento. A pessoa sente-se aterrorizada mesmo que não esteja em perigo. Os sintomas do ataque de pânico podem variar, mas geralmente incluem falta de ar, dor no peito, sudorese, tremores, aceleração do ritmo cardíaco, náusea, tontura, calafrios, calor, dormência e medo de morrer ou perder o controle . As mulheres são duas vezes mais propensas que os homens a ter tais ataques. Segundo dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, 10% da população pode sofrer crises de pânico sem motivo aparente. Cerca de 3,5% dessas pessoas sofrem ataques repetidos, o que pode causar alterações no comportamento e um medo intenso. A ansiedade é outro transtorno da mesma “família” com picos eventuais mas diferentes de um ataque de pânico. Os sintomas são também emocionais e físicos, mas eles não duram poucos minutos. Perduram com picos de melhora ou piora. Quando a tensão atinge o ápice, tremedeira, suor, dores de cabeça, problemas de estômago e náusea podem aparecer. A pessoa se sente sempre irritada e a ponto de explodir ,com inquietação e sensação de estar no limite, com cansaço e dificuldade de concentração. Apresenta insônia ou sente que o sono não está sendo suficiente. No ataque de pânico a manifestação física tende a ser mais severa e rápida tanto para começar como para progredir. Muitas pessoas acabam em um pronto-socorro , acreditando que tiveram um ataque cardíaco ou outro problema com risco de vida. Algumas pessoas convivem com muita frustração antes de obter um diagnóstico adequado, com medo ou vergonha de contar a seus médicos ou entes queridos, o que estão sentindo ou experimentando, temendo serem vistas como hipocondríacos. Pessoas que têm ataques de pânico freqüentes, espontâneos e repentinos, e que persistentemente se preocupam quando terão seu próximo episódio, podem ser diagnosticadas com transtorno do pânico, uma condição crônica. Se não for tratado, o transtorno de pânico pode levar à um medo intenso de sair de casa ou ficar em espaços fechados. O tratamento é uma combinação de medicação, psicoterapia e hábitos de vida saudáveis, como evitar bebidas alcoólicas, cigarro e praticar atividades físicas.